Notícias do dia 22/08/2012

FOLHA DE BOA VISTA – RR

Servidores da Funai queimam contracheques


Protesto da categoria foi realizado em frente à sede da Funai, no bairro São Pedro. Foto: Antônio Diniz

Em Roraima, servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), em greve desde o mês passado, tiveram os pontos cortados. Alguns deverão ficar sem salário referente ao mês de agosto. Em repúdio ao ato do Governo Federal, os servidores se reuniram, ontem pela manhã, na frente da sede do órgão, no bairro São Pedro, e queimaram seus contracheques.

“No nosso entendimento, esse ato é totalmente ilegal, já que a nossa greve em nenhum momento foi considerada ilegal pela Justiça. Estamos aqui exercendo o nosso direito constitucional como servidores públicos federais, respeitando todas as prerrogativas de uma greve constitucional. O governo, ao invés de negociar e atender ao pedido dos servidores, tem fechado as portas para negociação e agora corta o nosso ponto”, protestou Edvânia Kehrle, do Comando de Greve dos Servidores da Funai.

Sem negociação, o movimento grevista continua por tempo indeterminado. Além de reivindicar a pauta nacional dos servidores federais, os profissionais da Funai lutam por uma pauta específica do órgão que, entre outras coisas, busca melhorias nas condições de trabalho.

Um dos principais pontos de reivindicação dos servidores no Estado é o funcionamento da Coordenação Regional da FUNAI em Boa Vista em um prédio que ofereça condições mínimas de trabalho para os servidores e para o atendimento da população. Conforme avaliação do Comando de Greve, a Funai parou no tempo e atualmente funciona de forma precária, num prédio inadequado e muito aquém das suas necessidades reais.

Edvânia Kehrle, que é chefe substituta do Serviço de Monitoramento Ambiental e Territorial e trabalha ainda com a fiscalização das terras indígenas no Estado, informou que o setor não recebeu até agora nenhum recurso do orçamento anual, oito meses depois do início do ano.

“Nosso setor não tem viatura, combustível e diárias para mandar os servidores a campo. Todos trabalham com computadores e câmeras pessoais. Faltam equipamentos para entrarmos em área, como GPS. Não temos recurso para fazer o mínimo que nós deveríamos fazer enquanto servidores da Funai”, relatou.

As equipes da Frente Etnoambiental Yanomami e Yekuana, que devem atuar dentro da área indígena, não têm condições mínimas de permanecerem nas bases de vigilância. Kehrle informou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) declarou o tipo de atividade que os servidores exercem nessas bases análogo a trabalho escravo. “Não tem nem água potável para beber”, destacou.

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AGÊNCIA BRASIL – EBC

Com agenda cheia, Planejamento divide reuniões com grevistas entre dois secretários

Brasília – As reuniões para negociação entre Ministério do Planejamento e as categorias do serviço público em greve e que reivindicam reajuste salarial serão divididas hoje (22) entre o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e a secretária adjunta da pasta, Marcela Tapajós. De acordo com o órgão, a medida foi tomada em razão do grande número de encontros agendados. Mais de 30 categorias de servidores federais estão paradas.

O governo continua apresentando aos servidores proposta de reajuste de 15,8%, parcelado em três anos. A exemplo do que já fizeram outras entidades, as lideranças recebidas hoje solicitaram mudanças na oferta e pedem tempo para apresentá-la às bases. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que representa 850 mil de 980 mil servidores, fará uma plenária nacional neste sábado (24), em Brasília, para discutir o percentual proposto.

Pela manhã, houve encontros com servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com representantes da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra). A reunião com representantes do IBGE foi encerrada por falta de acordo, e deve ser retomada à noite.

Para a tarde, a agenda prevê encontros com os servidores do Itamaraty, que deflagraram greve hoje. Devem ser recebidos ainda os técnicos administrativos das universidades federais, as carreiras de ciência e tecnologia, os representantes dos institutos de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e de Propriedade Industrial (Inpi) e os funcionários do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef, também serão encaixados nas reuniões de hoje à tarde os servidores de categorias que não foram recebidas ontem (21), quando o Planejamento cancelou a agenda da manhã. São eles: servidores da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Condsef informou também que, hoje à noite, haveria reunião para tratar de 18 setores do funcionalismo que reivindicam equiparação salarial com as carreiras da Lei 12.277/2010 – que trata dos rendimentos de engenheiros, arquitetos, economistas e geólogos dentro do funcionalismo. A negociação é considerada uma das mais importantes da greve, já que o grupo engloba 500 mil servidores. No entanto, o ministério não confirmou os encaixes, nem se haverá de fato o encontro. A última reunião para tratar da Lei 12.277 ocorreu no sábado (18). Desde então, a retomada do diálogo já foi adiada duas vezes.

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