Notícias do dia 9/07

O GLOBO ONLINE – NACIONAL

Servidores da Funai mantêm greve por tempo indeterminado

BRASÍLIA – Os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciaram nesta segunda-feira a continuidade da greve até que o governo apresente sua proposta de negociação. A paralisação já dura 18 dias. A categoria reivindica reconstrução do plano de carreira, aumento salarial, contratação de novos servidores e melhores condições de trabalho.Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves, o governo ainda não se manifestou sobre as reivindicações dos servidores da Funai, e por isso a greve vai continuar.

– Os servidores trabalham em péssimas condições. Eles se queixam da falta de equipamentos, exigem a contratação de mais 3 mil funcionários e a mudança para uma nova sede em Brasília, pois a atual está caindo aos pedaços. Enquanto o governo não atender às reivindicações, vamos continuar em greve – disse Pereira.

Para a servidora da Funai Thaís Bittencourt, além do reajuste salarial, os servidores querem ser valorizados.

– Estamos reivindicando melhor infraestrutura das instalações, principalmente nas coordenações regionais. Há locais que não tem sede, computadores, telefone, internet e meios de transporte, como barcos na Amazônia. Estamos trabalhando em condições precárias. Queremos que novos concursos sejam feitos e que os servidores sejam melhor capacitados para atender aos índios – ressaltou.

A assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) informou à que a pauta de reivindicações dos servidores da Funai está em análise. Segundo o Mpog, mais de 40 sindicatos que representam os servidores públicos federais apresentaram pautas, que estão sendo apreciadas separadamente.

A expectativa é que o governo apresente uma posição sobre os pedidos dos servidores até o dia 31 de julho. O prazo final para responder a todas reivindicações é 31 de agosto, quando o Poder Executivo tem que encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2013 para apreciação do Congresso Nacional.

____________

AGÊNCIA BRASIL – EBC

Servidores da Funai anunciam continuidade da greve por tempo indeterminado

Brasília –  Os servidores da Fundação Nacional do índio (FUNAI) anunciaram hoje (9) a continuidade da greve até que o governo apresente sua proposta de negociação. A paralisação já dura 18 dias. A categoria reivindica reconstrução do plano de carreira, aumento salarial, contratação de novos servidores e melhores condições de trabalho.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves, o governo ainda não se manifestou sobre as reivindicações dos servidores da FUNAI, e por isso a greve vai continuar.

“Os servidores trabalham em péssimas condições. Eles se queixam da falta de equipamentos, exigem a contratação de mais 3 mil funcionários e a mudança para uma nova sede em Brasília, pois a atual está caindo aos pedaços. Enquanto o governo não atender às reivindicações,  vamos continuar em greve.”, disse Pereira.

Para  a servidora da FUNAI Thaís Bittencourt, além do reajuste salarial, os servidores querem ser valorizados. “Estamos reivindicando melhor infraestrutura  das instalações, principalmente nas coordenações regionais. Há locais que não tem sede, computadores, telefone, internet e meios de transporte, como barcos na Amazônia. Estamos trabalhando em condições precárias. Queremos que novos concursos sejam feitos e que os servidores sejam melhor capacitados para atender aos índios”, ressaltou.

A assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) informou à Agência Brasil que a pauta de reivindicações dos servidores da FUNAI está em análise. Segundo o Mpog, mais de 40 sindicatos que representam os servidores públicos federais apresentaram pautas, que estão sendo apreciadas separadamente.

A expectativa é que o governo apresente uma posição sobre os pedidos dos servidores até o dia 31 de julho. O prazo final para responder a todas reivindicações é 31 de agosto, quando o Poder Executivo tem que encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2013 para apreciação do Congresso Nacional.

Edição: Davi Oliveira

________________

O ESTADO DE S. PAULO – SP

Sem Lula no Planalto, CUT aumenta pressão sobre Dilma por salário maior

Marta Salomon

Tânia Monteiro

Fim da lua de mel. Central sindical vê “enrolação” por parte do governo e mantém disposição de convocar greve geral de servidores; presidente diz a interlocutores que prioridade é controlar gastos públicos e deixará para fim do mês definição de reajuste para 2013

Às vésperas de enfrentar um acampamento de servidores públicos na Esplanada dos Ministérios, mobilizados para uma greve geral do funcionalismo, a presidente Dilma Rousseff pôs fim à lua de mel do governo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. A interlocutores, deixou claro que está mais preocupada com o controle dos gastos públicos.

A principal orientação de Dilma Rousseff para lidar com as reivindicações dos servidores- mobilizados pela CUT- é resistir às pressões que elevem os gastos com pessoal, hoje em quase R$ 200 bilhões anuais. A orientação é baseada na expectativa de um crescimento ainda menor da economia neste ano.

“Por enquanto, não tem negociação, tem enrolação”, ataca o presidente da CUT, Artur Henrique.

Depois de conversar com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, principal interlocutor do governo com os movimentos sociais, o presidente da central diz que não lhe pediram moderação. “Ninguém seria louco de fazê-lo”, diz Artur Henrique.

Mudança de cenário. Ele contabiliza 248 greves de servidores entre 2003 e 2010 para negar que a relação da CUT com o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido tranquila, mas insiste que o cenário mudou depois da posse de Dilma Rousseff, em janeiro de 2011.

Dados sobre gastos como funcionalismo público mostram que a folha de salários cresceu acima da inflação desde 1995, início do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso.

O aumento foi maior a partir do primeiro mandato de Lula. Em valores corrigidos pela inflação, o gasto com pessoal nos três Poderes caiu em 2011 em relação ao ano anterior, calculou a ONG Contas Abertas. Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), os gastos com pessoal vêm caindo desde 2010.

“Não dá para retroceder em relação aos oito anos de governo Lula”, reclama o presidente da CUT. “Não dá para esticar essa corda”, diz, cobrando uma resposta rápida do governo, o que, segundo ele, poderia evitar uma greve geral dos servidores.

Lei orçamentária. O prazo para o envio ao Congresso da proposta com a previsão de gastos para a correção dos salários em 2013 é 31 de agosto, quando o governo formaliza o projeto de lei orçamentária para o ano que vem. O governo insiste que não apresentará uma resposta aos sindicalistas antes do fim do mês, como cobra a CUT e entidades sindicais filiadas à central.

Até lá, para a preocupação do governo, policiais federais e auditores fiscais ameaçam aderir ao movimento, iniciado há quase dois meses pelos professores universitários, e que já envolve servidores de 26 setores em 22 Estados e no Distrito Federal.

Um acampamento na Esplanada está marcado para ocorrer entre os dias 16 e 20.

O governo tenta conter a tensão com os servidores, pelo menos até o governo encontrar uma contra proposta aos funcionários que já pararam ou ameaçam cruzar os braços, provavelmente envolvendo acenos para 2014, último ano de mandato da presidente. Militares são tratados como um capítulo à parte.

“Estamos diante de um jogo de xadrez bem complexo, em que o movimento de um peão pode pôr em risco a posição do rei: quando movermos uma peça, temos de saber o impacto em todo o tabuleiro”, compara o economista Sérgio Mendonça, secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento. Ele coordena a mesa permanente de negociação há quatro meses.

Na sexta-feira, o Planejamento determinou o corte do ponto dos funcionários grevistas. Os reitores das universidades têm reunião marcada para quarta-feira em Brasília para decidir se levarão adiante o desconto nos salários dos professores, há mais de um mês em greve. “A orientação para todas as áreas é fazer o desconto dos salários, mas as universidades têm autonomia para fazer isso”, pondera o secretário, preocupado em não azedar a relação com o movimento sindical.

Mendonça reconhece que a principal fonte de pressão ao governo é a CUT e a capacidade de mobilizar uma greve geral. “Vemos isso com naturalidade, a CUT tem o papel dela, é legítimo que pressione”, pondera o secretário.

“É até bom para o governo que a CUT mantenha sua independência.” “Cada um faz o seu papel”, avança o sindicalista Manoel Messias, ex-secretário da central recém-nomeado secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho.

Setor privado. Artur Henrique, da CUT, prevê um segundo semestre de greves também no setor privado, sobre tudo de bancários e trabalhadores da construção civil, setores econômicos atualmente mais aquecidos.

Para se antecipar a greves de trabalhadores da construção civil – paralisação que tem efeito direto nos canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)-, o governo vem mantendo conversas com sindicatos de patrões e empregados do setor.

REAÇÕES

Sérgio Mendonça Secretário de Relações do Trabalho do Planejamento “Estamos diante de jogo de xadrez: quando movemos uma peça, temos de saber o impacto em todo o tabuleiro” – Artur Henrique Presidente da CUT “Por enquanto tem enrolação”

CRONOLOGIA

Paralisações em série

Maio

Universidades paradas Professores de universidades e institutos federais de ensino superior entram em greve pela reestruturação da carreira e aumento do piso para R$ 2.329, para 20 horas de trabalho. A greve atinge 56 das 59 universidades federais.

Junho

Mais braços cruzados Outros órgãos entram em greve: Incra, Funasa, FUNAI, Ibama e Ministérios da Integração Nacional, da Previdência, da Justiça, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. As paralisações atingem 20 Estados.

Julho

ponto cortado Servidores da Advocacia-Geral da União (AGU) discutem adesão à greve e auditores da Receita Federal pedem reposição salarial de 30,18%. No dia 6 o governo manda os órgãos federais cortarem o ponto de servidores em greve.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: