Notícias do dia 5/07

CORREIO BRAZILIENSE ONLINE – DF

Novos órgãos aderem a greve dos servidores públicos federais

Estimulados pelo Dia Nacional de Lutas, que mobilizou servidores por todo o país na tarde da última quarta-feira (4/7), novos órgãos engrossaram a paralisação do serviço público federal nesta quinta-feira (5/7). Com a adesão de mais uma superintendência, em Roraima, a greve dos servidores da Fundação Nacional do índio (FUNAI) atinge agora 23 estados e o Distrito Federal.

Já a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) encerra hoje a paralisação que durou 48 horas, mas, sem avanços, os funcionários prometem cruzar os braços por 72h a partir da próxima terça-feira (10/07), na semana que vem. A Fiocruz optou pela greve progressiva em assembleia realizada no dia 29 de julho. Na semana passada, os servidores ficaram parados por um dia. Segundo a associação dos servidores da instituição (Asfoc),a paralisação total por tempo indeterminado deve ser decidida em nova reunião no próximo dia 16.

Os servidores da Imprensa Nacional também devem aderir ao movimento. Os funcionários do órgão se reunirão na próxima terça-feira para votar a greve. A categoria exige, além da correção da tabela salarial, reposição de pessoal por meio da realização de novos concursos.

 

CORREIO BRAZILIENSE – DF

Governo vai “enrolar” servidores até agosto

Planejamento dialoga, mas não se compromete com grevistas. Só pedidos de saúde e educação estariam em pauta

O governo vai esticar a corda até onde puder para manter sua estratégia de dar aos servidores públicos somente o que for possível, sem comprometer o Orçamento de 2013. Segundo a equipe econômica, caso as reivindicações das categorias paradas fossem atendidas, os gastos públicos com folhas de pagamento teriam impacto de mais R$ 92,2 bilhões, valor que compreenderia as demandas do funcionalismo civil e do militar. Os únicos pleitos que devem ser atendidos, porém, são os dos setores de educação e saúde, o que desagrada boa parte dos demais sindicalistas.

O Ministério do Planejamento, responsável pela negociação com as categorias, permanece irredutível e só deve apresentar propostas no fim de agosto. O secretário de Trabalho da pasta, Sérgio Mendonça, manteve ontem a rotina de reuniões com as lideranças dos servidores. A reclamação, porém, é de que ele não sinaliza soluções. Ontem, liderados pelo deputado Paulo Rubens(PDT/PB), técnicos administrativos das universidades federais protocolaram sua pauta de reivindicações. “É um ato político. Temos feito isso todos os dias, só para pressionar o governo”, disse Rubens.

A quarta-feira foi movimentada para os servidores do Executivo. Uma vigília foi iniciada por representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) em frente ao prédio onde fica a Secretaria do Ministério do Planejamento. Em 22 estados e no Distrito Federal, os cerca de 350 mil servidores que estão de braços cruzados – segundo dados da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) -promoveram manifestações do Dia Nacional de Lutas.

Representantes dos trabalhadores sem terras e assentados uniram-se a servidores dos órgãos da agricultura em Brasília para defender o fortalecimento da política de segurança alimentar dos brasileiros. A manifestação teve ainda a participação de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Fundação Nacional do índio (FUNAI). Parte do quadro do próprio Ministério do Planejamento e funcionários do Arquivo Nacional aderiram ao movimento grevista. A Polícia Militar estima que cerca de 400 pessoas participaram dos protestos na Esplanada ontem.

Mais adesões

“Os órgãos vinculados ao Ministério da Cultura, à Imprensa Nacional e às agências reguladoras devem engrossar o movimento”, garante Sérgio Ronaldo da Silva, do Condsef. As agências iniciaram ontem uma operação-padrão que deve se estender até 16 de julho, quando será decidido se haverá uma paralisação total.

O presidente da Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras Federais (Aner), Paulo Mendes, disse que a categoria reivindica correção salarial e também exigência de nível superior para os concursos que forem abertos. Na manhã de hoje estarão em negociação o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Fiscalização prejudicada

De acordo com o presidente do Sinagencias, João Maria Medeiros, no lugar dos cerca de 30 processos analisados por semana, as agências se limitarão a menos da metade do quantitativo. O movimento é mais forte no Rio Grande do Sul, onde a operação realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve prejudicar a fiscalização de aeroportos e portos e da fronteira.

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PÁGINA 20 ONLINE – AC

Servidores federais fazem manifestação em frente à Aleac

Com faixas e auxilio de carro de som, os servidores de vários órgãos públicos federais, como Incra, Ufac, Funai, Ibama, Ifac, entre outros do Estado, promoveram um grande protesto em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para chamar atenção da sociedade e das autoridades sobre o movimento grevista que vem se alastrando no serviço público.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Sindsep), Pedro Nazareno, a greve geral dos servidores públicos federal, que ora se espalha por todo o país, é uma resposta ao processo de desmonte dos serviços públicos, terceirização de setores essenciais e a desvalorização do funcionalismo público na esfera federal.

“Estamos diante de um grande descaso do governo federal. Esses desmontes de setores fundamentais para a população se expressa na forma como o governo administra o orçamento do país. Para se ter uma ideia, em 2011, 708 bilhões, equivalente a 47% do orçamento da União, foram destinados ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, enquanto os profissionais da educação e segurança pública ficam cada vez mais desvalorizados”, pontua.

Em greve há exatos 49 dias, os professores da Universidade Federal do Acre (Ufac) mantêm a paralisação sem perspectiva de retorno aos trabalhos. O movimento de âmbito nacional afeta 56 entidades federais de ensino superior e 38 institutos federais, o que soma mais de um milhão de estudantes sem aula em todo o país.

A GAZETA DO ACRE.COM – AC

Servidores federais em greve se unem em protesto unificado

Servidores da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Federal do Acre (Ifac) realizaram um grande ato público em frente à Aleac ontem (4). O objetivo da mobilização foi mostrar à população os reais motivos da greve destes órgãos.

De acordo com Pedro Nazareno, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, até o momento o Governo Federal não realizou as negociações com as categorias. “Essa manifestação é um ato nacional. Com o movimento paredista, vamos mostrar ao governo a nossa indignação contra esse desmonte no serviço público, que está em uma corrida galopante. Já nos mobilizamos, fizemos tudo o que tinha de ser feito, comunicamos tudo ao governo e ele está sendo intransigente conosco. Estamos mostrando à população o fator da nossa greve. Hoje todas as instituições estão mostrando o seu ‘grito’ de protesto”.

Na ocasião, foi lançado o Fórum Estadual dos Servidores Públicos Federais, explicou Gerson Albuquerque, presidente do comando de greve da Ufac. “Lançamos o fórum e entendemos que já passa da hora de abrirmos este debate com a sociedade. Há muito tempo vivemos em um processo ampliado de desmonte do serviço público. A política educacional superior, a ambiental, agrária e indígena estão sendo desmontadas. Vamos juntar as catego-rias, que têm hoje o seu trabalho e dignidade tiradas pelo Governo Federal, além de condições salariais baixas. Juntamos as nossas vozes e fortalecemos a luta em defesa do patrimônio público e das nossas reivindicações específicas”, explicou.

A Ufac foi uma das primeiras instituições federais a ini-ciar a greve. Há quase 40 dias em protesto, cerca de 6 mil estudantes da universidade estão sem aulas. “Os professores têm uma greve específica, diferenciada das outras categorias, mas hoje estamos marchando unificados para que o governo saia do silêncio e abra uma negociação ampliada com todas as categorias. Isso é fundamental. Não dá mais para aceitarmos este descaso. Hoje 56 universidades e 38 institutos federais estão paralisados, que são mais de 95% de instituições de ensino superior sem aulas e que prejudicam milhares de estudantes em todo o país. É um absurdo e vamos começar a veicular neste processo de mobilização esse silêncio e omissão irresponsável do governo com a eleição que está vindo. A população não pode continuar elegendo quem não tem compromisso com o serviço público e com a própria sociedade”, concluiu Gerson.

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ACESSE PIAUI-PI

Servidores Federais farão nova marcha em Brasília

No próximo dia 18 de julho, servidores de todo o país voltarão a Brasília para realizar mais uma marcha de protesto contra a política de arrocho salarial promovida pelo governo federal. Essa foi uma das deliberações da reunião do Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Federais, realizada em Brasília.

Também foi decidido que de 16 a 20 de julho haverá um acampamento unificado da greve nacional dos servidores federais em Brasília, que terminará com uma plenária nacional, marcada para o dia 20.

Durante a reunião do Fórum foi feito um balanço da greve dos servidores. A conclusão foi de que, diante da falta de perspectiva de negociação ou qualquer resposta do governo em torno das reivindicações apresentadas, a política deve ser de ampliação da greve e fortalecimento das ações de mobilização.

Greves

Assim como o ANDES-SN, que está em greve desde o dia 17 de maio, também já paralisaram suas atividades os servidores ligados à Fasubra, Sinasefe e à Condsef.

Dirigentes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) informaram na reunião que, com 16 dias de greve, 56 instituições já estão paralisadas. A perspectiva é de que a adesão à greve aumente nas próximas semanas.

No Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), a greve já atinge 31 Institutos Federais, de 52 seções sindicais. Já são 183 campus paralisados e nas escolas militares estão ocorrendo paralisações.

A greve na base da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) já atinge 14 estados (PA, SE, AP, MT, MS, PR, RJ, GO, MA, TO, PI, BA, CE, PB) e o Distrito Federal. servidores do Ministério da Integração Nacional em Brasília, do Incra na Bahia, da Funai no Ceará, Paraíba e  Mato Grosso e da Saúde, também em Mato Grosso, aderiram a paralisação por tempo indeterminado. No Rio de Janeiro também engrossam o movimento servidores do Datasus e do Fundo de Marinha Mercante. Inpi, Cnem e Dnit realizam paralisação de 48 horas e seguem mobilizados no estado. Servidores da Cultura também realizam assembleia para definir adesão a o movimento.

Na base da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), estão em greve os estados do Ceará, Paraná e Distrito Federal.

 

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