Notícias do dia 2/07

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A GAZETA – MT

Cresce greve dos servidores federais em MT e no país

Redação do GD

O movimento paredista dos servidores da base da Confederação Nacional do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Condsef) está crescendo a cada dia. Em Mato Grosso, através das assembleias realizadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), a greve já ganhou adesão do Incra, SRTE (antiga Delegacia do Trabalho), Ministério da Fazenda (SAMF, SPU, PNF e Receita), Mapa, Funasa, DNIT, 9º BEC, Ministério da Saúde, AGU e DNPM.

A greve iniciada no dia 18 de junho, já atinge 20 estados e o Distrito Federal e tem ganhado corpo a cada dia. Alguns servidores estão em Operação Padrão, estado de greve ou greve por tempo indeterminado. Com a greve se fortalecendo a cada dia, as entidades nacionais realizam um acampamento em Brasília entre os dias 16 e 20 de julho com a presença de representantes dos servidores em greve e mobilizados em todo o Brasil. O Sindsep-MT enviou os diretores Marinézio Soares Magalhães, Eliete Domingos da Costa e Nelson Fortunado Ojeda, enquanto o presidente Carlos Alberto de Almeida e outros diretores mantém as assembleias na base.

Sindsep-MT segue nesse acampamento com o objetivo de promover uma vigília e pressionar o governo a apresentar propostas concretas aos setores mobilizados. Entre as categorias em greve em todo o Brasil estão servidores do Incra, FUNAI, Funasa, Saúde, Agricultura, Área Ambiental, Arquivo Nacional, HFA, PRF, Cnen, Ceplac, Trabalho e Emprego, Previdência Social, Integração Nacional, entre outros. A greve da base da Condsef, que representa 80% dos servidores do Executivo Federal, se soma a paralisação dos professores que já dura mais de um mês e dos administrativos das universidades federais, também parados em todo o Brasil em busca da apresentação de uma proposta concreta para reivindicações apresentadas desde janeiro. (Ascom) W.S

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MUNDO SINDICAL

Greve dos professores passa de 40 dias e governo federal não dialoga

A greve dos professores e dos demais servidores federais continua crescendo e já passa dos 40 dias sem que o governo retome as negociações e apresente uma proposta ao funcionalismo.

Na última sexta-feira, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul aprovaram, em assembleia, a adesão à greve. Após a reunião, os professores entregaram documento ao reitor com a pauta de reivindicações e o resultado da assembleia.

Sem resposta, professores denunciam o descaso com que os profissionais do ensino estão sendo tratados. “Reuniões foram canceladas e nada de concreto nos foi proposto”, ressalta Graciela Garcia, professora da Universidade Rural do Rio de Janeiro e membro do Comando Nacional de Greve. “O único posicionamento que recebemos foi no dia 12 de junho, quando nos pediram uma trégua de 20 dias, para no final do prazo apresentarem uma proposta. Mas isso não aceitamos”, afirmou.

Junto aos funcionários de outras categorias também em greve, os professores organizam uma manifestação em Brasília no próximo dia 28.

Entre as categorias dos servidores, o movimento também se amplia. No Rio Grande do Sul, servidores federais da Saúde e do Trabalho iniciaram a paralisação, marcada com uma manifestação em frente ao Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, em Porto Alegre. De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev-RS), Dinara Fraga Del Rio, entre 400 e 600 servidores federais devem aderir à paralisação. A parada é parcial, já que a atividade é dividida com servidores estaduais e municipais, informa.

Em Brasília, de acordo com a Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais), já são dez os órgãos com registro de greve, além dos estados Pará, Sergipe, Amapá, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Maranhão, que suspenderam os serviços na Funasa, Incra, Ministério da Saúde, Trabalho e Emprego, Agricultura, Justiça, FUNAI, Área Ambiental, Cnem, entre outros.

“No Incra a greve já atinge 2/3 das unidades em todo o Brasil”, afirma a Confederação convocando suas entidades filiadas para que reforcem as assembleias nesta semana.

A Condsef está preparando, junto às demais entidades nacionais de servidores, a realização de um acampamento na Esplanada dos Ministérios na primeira semana de julho. “O objetivo é promover uma vigília que consiga obter avanços no Planejamento e apresentação de alguma proposta concreta aos setores mobilizados”, afirma a entidade.

No último dia 16, o governo cancelou reunião com os professores e alegou que não teve tempo, devido aos acontecimentos da Rio+20.

Mesmo com o fim do evento, e a greve passando dos 40 dias, a reunião com os grevistas não foi marcada, continuando os servidores sem proposta. A categoria obteve 0% de reajuste em 2011, nem mesmo a reposição da inflação, e para este ano, a previsão da MP 568/12, em debate no Congresso, é um reajuste de apenas 4% para os professores, perante uma inflação que, nesse período de dois anos fica em cerca de 13%.

Para este ano, a previsão também é reajuste 0% e, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sidifisco), não há negociação nem para 2013. A entidade ressalta que “o Governo pretende empurrar os reajustes para 2014”.

Para o Sindifisco, “de forma cínica e insensata, o Governo menciona pseudodistorções para não cumprir o dever constitucional de reajustar os salários dos servidores”. “A cada dia a União lança provas de imprudência ao não promover a valorização devida a cada uma das carreiras”. “A falta de investimentos para ofertar melhores condições de trabalho, bem como o descaso às demandas dos Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil), é injustificável”.

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JORNAL DE BRASILIA – DF

Adesão de 450 mil (Ponto do servidor)

Cálculos das entidades que representam os servidores públicos federais indicam que a greve da categoria recebeu a adesão de 450 mil funcionários em todo o País. São 19 estados mais o Distrito Federal com registros de paralisações. A previsão é que nas próximas duas semanas a adesão aumente até o dia 18, quando está agendada uma marcha de servidores na Esplanada dos Ministérios. Antes, dia 16, será montado um acampamento em frente ao Ministério do Planejamento, onde servidores se revezarão 24 horas em vigília, para cobrar do governo Dilma a resposta das pautas protocoladas.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

“Nós não temos nem data-base da categoria, entre as reivindicações, nós pedimos que seja determinada uma data para aprovação de reajustes e reestruturações”, afirma o Josemilton Costa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público (Condsef). De acordo com Costa, a categoria pede reestruturação de carreira, reestruturação da tabela remunerativa, ou seja, revisão salarial, paridade entre os aposentados e pensionistas e data base para o dia 1º de maio. E recomposição salarial de 22,08%.

REFORÇO NA LUTA

A partir de hoje a luta dos servidores da base da Condsef vai ganhar reforço com a adesão dos servidores das Agências Reguladoras e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). As categorias entram em estado de greve hoje e podem aprovar paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 16 de julho caso o governo não apresente propostas concretas e não haja avanços nas negociações.

CATEGORIAS

Além dos servidores da base da Condsef já com paralisação em setores como Incra, FUNAI, Funasa, Saúde, Previdência Social, Trabalho e Emprego, Justiça, Area Ambiental, Cnem, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Fundo da Marinha Mercante, Arquivo Nacional, Integração Nacional e outros, também estão em greve os professores e técnicos administrativos das universidades federais, servidores do IBGE e das Relações Exteriores. Promovendo operação padrão, auditores fiscais, servidores do Inpi e Inmetro também participam do movimento.

ASSEMBLEIA

Assistentes de chancelaria, oficiais de chancelaria e diplomatas – integrantes do Serviço Exterior Brasileiro (SEB) – em greve, em 129 postos de representação no Brasil e no exterior, fazem assembleia hoje para definir os rumos do movimento. O Governo Federal abriu negociação com a categoria, reconhecendo a legitimidade das reivindicações, ao sinalizar que apoia a transformação dos vencimentos em subsídio e admitir a necessidade de recompor os vencimentos da categoria.

PF DÁ O SANGUE

Já os servidores administrativos, delegados e peritos da Polícia Federal retomam o cronograma de ações planejadas em protesto contra a demora do governo em solucionar os pleitos dos servidores do órgão. É o Mude PF (Movimento Unido em Defesa da PF), que quarta-feira promove campanha de doação de sangue em todo País com o slogan “A PF dá o sangue pelo Brasil”. Para os servidores administrativos, o dia 4 é ainda mais simbólico. A categoria enxerga a data como uma espécie de “dia D” em sua luta por valorização. É que nesse dia o Ministério do Planejamento se comprometeu a apresentar proposta de reestruturação da carreira, reivindicação antiga da categoria, que se sente desprestigiada dentro da PF.

LIMITE

A pressão dos servidores tem um motivo: o governo tem até o dia 31 de agosto para enviar ao Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), que inclui a previsão de gastos e reajustes a servidores. As categorias que não conseguirem atender os pleitos até lá, só terão aumento salarial em 2014.

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